walter salles Archives - O Bracht https://novo.obracht.com.br/tag/walter-salles/ Atualidade com olhar leve e relevante Mon, 03 Mar 2025 12:47:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://novo.obracht.com.br/wp-content/uploads/2024/11/O-1-65x65.png walter salles Archives - O Bracht https://novo.obracht.com.br/tag/walter-salles/ 32 32 “Ainda Estou Aqui” vence o Oscar e faz história como primeiro filme brasileiro premiado na categoria internacional https://novo.obracht.com.br/ainda-estou-aqui-vence-o-oscar-e-faz-historia-como-primeiro-filme-brasileiro-premiado-na-categoria-internacional/ https://novo.obracht.com.br/ainda-estou-aqui-vence-o-oscar-e-faz-historia-como-primeiro-filme-brasileiro-premiado-na-categoria-internacional/#respond Mon, 03 Mar 2025 12:47:10 +0000 https://novo.obracht.com.br/?p=4962 O longa de Walter Salles conquista o Oscar de Melhor Filme Internacional e coloca o Brasil no centro do cinema mundial

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O cinema brasileiro alcançou um marco histórico no Oscar 2025. No último domingo (2), a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas concedeu o prêmio de Melhor Filme Internacional para Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles. Pela primeira vez, um longa-metragem totalmente brasileiro recebeu essa honraria, consolidando o país no cenário cinematográfico mundial.

Com diálogos em português e uma história que emociona e provoca reflexões, o filme superou grandes concorrentes e conquistou a estatueta mais cobiçada do cinema.

Walter Salles dedica prêmio a Eunice Paiva

Durante o discurso de agradecimento, Walter Salles emocionou o público ao dedicar o prêmio a Eunice Paiva, personagem central da trama. “Esse filme vai para uma mulher que, após uma perda enorme por um regime autoritário, decidiu não se render: Eunice Paiva”, declarou o diretor.

Ele também celebrou o trabalho das atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, que interpretaram Eunice em diferentes fases da vida. Aplaudidas de pé, ambas demonstraram a importância dessa conquista para o cinema brasileiro.

Um Oscar inédito para o Brasil

O Brasil já havia chegado perto da estatueta em diversas ocasiões. Em 1960, Orfeu Negro venceu na mesma categoria, mas foi creditado à França. Outras produções brasileiras, como O Pagador de Promessas (1963), O Quatrilho (1996), O Que É Isso, Companheiro? (1998) e Central do Brasil (1999), receberam indicações, mas não venceram.

Além disso, Cidade de Deus (2004) concorreu em quatro categorias, incluindo Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado. No entanto, saiu da cerimônia sem prêmios. Com a vitória de Ainda Estou Aqui, o Brasil finalmente grava seu nome na história do Oscar.

Sucesso internacional e elogios da crítica

Desde seu lançamento, Ainda Estou Aqui recebeu reconhecimento mundial. O filme foi exibido em mais de 700 salas nos Estados Unidos e acumulou prêmios importantes, como o Globo de Ouro, o Goya e troféus nos festivais de Veneza e Roterdã.

A crítica internacional também destacou a grandiosidade da obra. No Rotten Tomatoes, site que reúne avaliações de especialistas, o filme obteve 97% de aprovação.

O jornal britânico The Times descreveu o longa como “um dos maiores filmes sobre maternidade já feitos”. Já Caryn James, crítica da BBC, afirmou que Ainda Estou Aqui mistura o pessoal, o político e o artístico de maneira única.

Fernanda Torres brilha, mas perde Melhor Atriz

Fernanda Torres foi um dos destaques da cerimônia. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz, sua performance como Eunice Paiva recebeu muitos elogios. No entanto, a estatueta ficou com Mikey Madison, protagonista de Anora.

Apesar da derrota na categoria individual, Fernanda Torres comemorou a vitória do filme. “Essa conquista não é só minha. É de toda a equipe, de todas as mulheres que inspiraram essa história e do cinema brasileiro como um todo”, declarou.

Impacto cultural e político do filme

O impacto de Ainda Estou Aqui vai além da sétima arte. O filme resgata um período sombrio da história brasileira e reascende debates sobre democracia e justiça.

Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, a trama acompanha a luta de Eunice Paiva para encontrar respostas sobre o desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva, durante a ditadura militar (1964-1985). A história, contada de forma sensível e intensa, conquistou públicos ao redor do mundo.

Para Walter Salles, a importância do longa ultrapassa os prêmios. “Mais do que um filme, essa é uma obra sobre resistência, sobre manter viva a memória de quem lutou por um país mais justo”, afirmou.

Com essa vitória, o Brasil não apenas celebra um Oscar inédito, mas também reafirma o poder do cinema como ferramenta de reflexão e transformação social.

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Jornal francês ‘Le Monde’ critica ‘Ainda Estou Aqui’ e chama Fernanda Torres de ‘monocórdica’ https://novo.obracht.com.br/jornal-frances-le-monde-critica-ainda-estou-aqui-e-chama-fernanda-torres-de-monocordica/ https://novo.obracht.com.br/jornal-frances-le-monde-critica-ainda-estou-aqui-e-chama-fernanda-torres-de-monocordica/#respond Wed, 15 Jan 2025 12:39:09 +0000 https://novo.obracht.com.br/?p=4207 Apesar da recepção mista na França, o longa de Walter Salles divide opiniões entre os críticos, com destaque para a atuação de Fernanda Torres e comparações com outras obras brasileiras

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O longa-metragem brasileiro Ainda Estou Aqui (Je Suis Toujours Là, na versão francesa), dirigido por Walter Salles, estreou esta semana em mais de 200 salas de cinema na França. A obra, que explora temas como luto, memória e opressão, já começou a gerar debate na crítica especializada do país. Entre os veículos que analisaram o filme, o renomado jornal Le Monde apresentou uma visão mais crítica, enquanto outros meios elogiaram o projeto.

O que disse o Le Monde?

Em uma análise assinada por Jacques Mandelbaum, o Le Monde criticou a atuação de Fernanda Torres, classificando-a como “um tanto monocórdica”. Segundo o crítico, o foco excessivo no melodrama ao retratar Eunice Paiva diluiu a abordagem sobre os mecanismos do regime totalitário apresentado na narrativa.

Mandelbaum também comparou a atuação de Fernanda Torres com a de Sônia Braga em Aquarius, mencionando que ambas as personagens apresentam uma representação “religiosa demais do sofrimento”. A avaliação geral do filme pelo jornal foi de uma estrela, em uma escala de quatro.

Outras opiniões na crítica francesa

Por outro lado, veículos como o Libération destacaram a força emocional da narrativa. Para o jornal, Walter Salles conseguiu transmitir com intensidade o impacto do luto na família Paiva.

O Le Figaro descreveu o longa como “uma cativante e poderosa narrativa histórica”, enquanto a revista Première classificou o filme como “uma obra dilacerante”. Já a prestigiada Cahiers du Cinéma elogiou a direção sensível de Salles, afirmando que o filme “reafirma a necessidade da transmissão”.

A corrida pelo Oscar

Além da recepção francesa, Ainda Estou Aqui está inserido em um contexto ainda maior: a corrida pelo Oscar 2025. O longa enfrenta concorrentes de peso, como Emilia Pérez, representante francês na premiação. A lista oficial de indicados será revelada no próximo dia 23 de janeiro, e a expectativa é alta para saber se o filme brasileiro terá sua chance de brilhar na premiação internacional.


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